O primeiro astronauta brasileiro será lançado rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) em março de 2006, por meio de um acordo firmado com a Agência Espacial Federal da Rússia, informaram autoridades espaciais russas nesta terça-feira.
O Tenente-Coronel Marcos Pontes, da Força Aérea Brasileira, deverá viajar à ISS a bordo de uma nave Soyuz, de fabricação russa, juntamente com a tripulação da Expedição 13, conforme acordo assinado entre a Agência Espacial Federal da Rússia e a Agência Espacial Brasileira (AEB).
“O voo do cosmonauta brasileiro foi programado para o final de março de 2006 a pedido insistente do Brasil, que não conseguiu realizar a missão dentro de um programa da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA)”, declarou o diretor da Agência Espacial Federal da Rússia, Anatoly Perminov, segundo a agência de notícias russa Interfax.
Marcos Pontes, então com 42 anos, apresentou-se ao Centro Espacial Johnson, da NASA, em Houston, Texas, em 1998, para iniciar seu treinamento como astronauta. Enquanto aguardava a designação para uma missão espacial, atuou no Departamento de Operações da Estação Espacial do Escritório de Astronautas da NASA, de acordo com informações da agência.
Em comunicado publicado no site da Agência Espacial Brasileira, autoridades informaram que Pontes levaria aproximadamente 15 quilos de equipamentos científicos para a órbita terrestre durante sua missão de dez dias. Durante a permanência no espaço, ele realizaria uma série de experimentos científicos antes de retornar à Terra com a tripulação da Expedição 12. O astronauta já havia se apresentado à Cidade das Estrelas, na Rússia, para treinamento como cosmonauta e permaneceria oito dias a bordo da ISS.
O comandante da Expedição 12, Bill McArthur, e o engenheiro de voo Valery Tokarev chegaram à Estação Espacial Internacional em 3 de outubro e deveriam permanecer por pelo menos seis meses no espaço, retornando à Terra a bordo da nave Soyuz TMA-7 no início de abril.
Segundo a Interfax, Perminov afirmou que a missão de Pontes custaria cerca de US$ 20 milhões, embora o valor final dependesse da complexidade e da carga de atividades previstas para o programa.
De acordo com o acordo de cooperação assinado por Anatoly Perminov e pelo presidente da Agência Espacial Brasileira, Sergio Gaudenzi, Rússia e Brasil também passariam a colaborar no desenvolvimento de futuros foguetes e satélites, além da continuidade dos trabalhos relacionados ao veículo lançador brasileiro VLS-1, informaram autoridades espaciais brasileiras.















